Quando falamos em violência, não estamos apenas falando de agressão física. A violência psicológica é na maioria das vezes pior que as agressões físicas, e o quadro é ainda mais grave quando os dois tipos de violência estão presentes. Em geral a violência psicológica é sofrida por mulheres, no lar e no trabalho. Não sendo uma exclusividade das mulheres, homens também podem sofrer violência psicológica, mais comumente no emprego.

Até agora estamos falando de adultos, mas infelizmente o maior índice de sofrimentos de violência psicológica é com as crianças. O problema é que justamente nesta fase é quando os maiores “rombos” emocionais são formados, gerando complexos emocionais que acompanharão a criança para toda a vida.

Quem sofre de violência psicológica geralmente se cala e sente um grande desconforto ao falar no assunto. Portanto, pessoas que reclamam aos berros que sofrem isso ou aquilo geralmente são os casos mais leves. Prova disso é o fato de grande parte das crianças que sofrem Bullyng não contar aos pais. Adolescentes e adultos comumente se calam, as vezes na esperança de um dia criar forças para afrontar o agressor, o que dificilmente acontece. Outro problema das pessoas que sofrem violência psicológica é que estas têm um bloqueio ao procurar terceiros e acabam aceitando as condições para não perder alguns benefícios como trabalho, moradia, familiares, etc.

 

O que fazer quando estiver sofrendo de violência psicológica?


Se você sofre de violência psicológica, o que você deve fazer primeiramente é se informar, ou seja, ler sobre o assunto e analisar saídas. Para todos os casos e idades, é altamente recomendada a ajuda profissional, ou seja, buscar uma psicoterapia. Psicólogos podem te ajudar a criar forças para sair desta situação complicada e se reerguer depois de grandes perdas. No Brasil existem atendimentos psicológicos gratuitos, em postos de saúde integrados aos SUS. Para demais medidas para o caso de violência psicológica:

Crianças: Deve ser encaminhada a um psicoterapeuta, mesmo que as agressões não estejam mais acontecendo. Os pais devem ser comunicativos e descobrir a causa, sem induções. Ao constatar o ambiente no qual a criança esteja sofrendo violência psicológica, deve-se evitar que a criança frequente, trocando-o para outro ambiente onde não tenha contato com os agressores (ex: Escola). Cabe aos responsáveis ensinarem habilidade sociais para que a criança consiga se comportar em grupo de maneira defensiva, evitando novos conflitos, ou encaminha a um psicólogo para que este a ensine métodos de como se esquivar de punições sociais.

Mulheres: Em casos de violência no lar, a mulher deve procurar ajuda psicológica para conseguir tomar decisões. Deve também comparecer a delegacia da mulher, para registrar uma queixa.

Homens: Podem procurar uma delegacia para registrar uma queixa. Uma psicoterapia é indicada para que você adquira estrutura para afrontar ou esquivar tais situações, evitando punições e situações desagradáveis.

No trabalho: Tanto para homens como mulheres, o primeira coisa a ser feita é fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia e em seguida comparece à justiça do trabalho para requerer seus direitos.